Saiba quais foram os filmes brasileiros que quase trouxeram o Oscar de melhor filme estrangeiro para o Brasil

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O Brasil já teve alguns de seus filmes indicados para o maior prêmio de cinema do mundo, o Oscar. Porém, nunca trouxemos a estatueta para casa. Entretanto, não são somente os nossos filmes que foram indicados ao Oscar.
A atriz brasileira Fernanda Montenegro foi a primeira brasileira a concorrer ao Oscar de melhor atriz pela sua atuação em “Central do Brasil”, de Walter Salles Júnior. Um ano antes, o filme e a atriz já haviam ganhados os maiores prêmios do cinema do Festival de Berlim. As concorrentes da nossa Fernandona, como a atriz também é conhecida, foram nada mais nada menos que Emily Watson, Cate Blanchett, Meryl Streep e Gwyneth Paltrow. Quem acabou levando a estatueta foi Gwyneth Paltrow por “Shakespeare Apaixonado”.

Veja a lista abaixo dos indicados na categoria de melhor Filme Estrangeiro e saiba também, quando ganhamos o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e não levamos. A primeira inscrição brasileira ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro ocorreu em 1961 com A Morte Comanda o Cangaço direção de Carlos Coimbra e Walter Guimarães Motta, que acabou não se classificando entre os cinco finalistas.

O Pagador de Promessas (1962)

Em 1963, quando O Pagador de Promessas, dirigido por Anselmo Duarte, concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, ele perdeu para o francês Sempre aos Domingos, de Serge Bourguignon. Não ganhamos o Oscar, mas O Pagador de Promessas foi o único filme brasileiro a conquistar um dos mais importantes prêmios cinematográficos, a Palma de Ouro do Festival de Cannes, na França. O filme conta a história de Zé do Burro, homem humilde que enfrenta a intransigência da Igreja ao tentar cumprir uma promessa feita em um terreiro de candomblé, após carregar uma pesada cruz de madeira por um longo percurso.

Fonte da imagem: http://s2.glbimg.com/sq18bJhlrIktnqsd7wVxNRMlXhs=/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2015/02/17/cartela-o-pagador-de-promes_2.jpg

O Quatrilho (1995)

A segunda indicação do Brasil concorrendo ao Oscar de melhor Filme Estrangeiro, aconteceu em 1.996, mais de trinta anos após ter sua primeira indicação com “O Pagador de Promessas”. O longa O Quatrilho, de Fábio Barreto, se passa no início do século XX, numa comunidade rural do Rio Grande do Sul. Ali, os dois casais vivem na mesma casa, até que a esposa (Patrícia Pillar) de um (Alexandre Paternost) se interessa pelo marido (Bruno Campos) da outra (Glória Pires). Os amantes decidem fugir. O Quatrilho perdeu para o holandês A Excêntrica Família de Antônia, de Marleen Gorris.

Fonte Imagem: http://g1.globo.com/pop-arte/oscar/2015/noticia/2015/02/quase-la-relembre-indicacoes-do-brasil-ao-oscar-pais-nunca-ganhou.html

O Que É Isso, Companheiro? (1997)

O filme é baseado no best-seller homônimo lançado em 1.979 pelo jornalista, escritor e político Fernando Gabeira. A história relembrava a participação de Gabeira na luta armada dos anos 1960 e no sequestro do então embaixador americano, Charles Elbrick.

O filme concorreu ao Oscar de melhor Filme Estrangeiro em 1998. O elenco do longa tinha Pedro Cardoso, Fernanda Torres, Cláudia Abreu, Matheus Nachtergaele, Luiz Fernando Guimarães e tem uma participação especial de Fernanda Montenegro e do ator norte-americano Alan Arkin no papel de Charles Burke Elbrick.

Fonte da imagem: http://s2.glbimg.com/Qcy8Pu1087dXQwCtWAj2NTHHlZA=/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2015/02/17/cartela-o-que-e-isso-compan.jpg

Central do Brasil (1999)

O famosíssimo longa-metragem Central do Brasil (1999), de Walter Salles, além de ter sido indicado ao prêmio de melhor filme estrangeiro, concorreu na categoria de melhor atriz, pela atuação de Fernanda Montenegro. Central do Brasil marcou a segunda indicação seguida do Brasil ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Mas o filme não foi premiado em nenhuma das categorias em que concorreu. O filme perdeu para A Vida É Bela, de Roberto Benigni. Como já falamos acima, a nossa Fernanda Montenegro, a grande dama do teatro, perdeu para Gwyneth Paltrow. Claro que em terras tupiniquins a nossa atriz foi eleita a “campeã moral” da disputa. A nossa atriz que interpreta uma professora no filme, levou o prêmio Urso de Prata de melhor atriz. O nosso longa foi reconhecido também pelo Júri Ecumênico e ganhou o prêmio Urso de Ouro no 48º Festival de Cinema de Berlim, na Alemanha. “Central do Brasil” foi a obra que levou mais prêmios no balanço final do festival.

Fonte da imagem: http://s2.glbimg.com/O18b4fqMFkR_UZpYS5zojP0NXio=/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2016/01/18/central-do-brasil.jpg

Hoje eu quero voltar sozinho (2015)

O longa de Daniel Ribeiro foi escolhido em 2015 para concorrer ao Oscar de melhor Filme estrangeiro. Leonardo (Guilherme Lobo), um adolescente cego, tenta lidar com a mãe superprotetora ao mesmo tempo em que busca sua independência. Quando Gabriel (Fabio Audi) chega à cidade, novos sentimentos começam a surgir em Leonardo, fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo e sua sexualidade.

Ganhamos um Oscar, mas não levamos. Entenda! Até hoje, o Brasil tem um único Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e, mesmo assim, dividido com França e Itália. Em 1959, “Orfeu negro”, de Marcel Camus, inspirado na obra de Vinícius de Moraes, ganhou o prêmio de melhor filme de língua estrangeira. Como o filme era uma co-produção, o crédito acabou ficando para a França. Por isso, é considerado que o Brasil nunca ganhou um Oscar.

Fonte do artigo: http://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2015-12/lembre-filmes-brasileiros-que-ficaram-perto-do-oscar-de-melhor-filme
https://acervo.oglobo.globo.com/em-destaque/fernanda-montenegro-disputa-oscar-em-1999-por-atuacao-em-central-do-brasil-10884605#ixzz5e8cs88oMhttps://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_representantes_brasileiros_para_o_Oscar_de_Melhor_Filme_Estrangeiro

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